quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Dia de hoje: Perda


Uma noite mal dormida. Algumas lágrimas escorridas. Uma quarta com cara de segunda.

Um sms pedindo mais uma chance. Nenhuma resposta.

A perda definitiva de alguém que amamos. De acordo com Elisabeth Klüber-Ross, quando sofremos uma perda catastrófica, passamos por cinco fases diferentes de dor. Começamos pela negação. A perda é tão impensável, que achamos que não pode ser verdade. Depois dela vem a raiva, botamos a culpa em todos.”. Seguindo-se, chega a negociação, negociamos o que sentimos, dá até sentimento de culpa, medo de esquecer quem se foi. Na depressão oferecemos a nossa alma em troca de apenas mais um dia. Até a aceitação... quando aceitamos que fizemos tudo o que podíamos. E deixamos ir.

Não dá pra ler o parágrafo anterior e achar que tudo passa rapidinho. O tempo se arrasta. O ar nos falta, dá raiva de ver alguém sorrindo – parecendo que o outro não tem direito de ser feliz perante tanta dor.

Eu queria poder dizer que isso que passa. Como comumente se diz: com o tempo passa. Poder dizer que o tempo cura. O tempo não cura. A saudade é perene. O tempo só faz com a saudade se torne mais colorida e menos dolorida.

A saudade que causa dor hoje é a saudade que amanhã te fará sorrir.

Como fui caminhar cedo,(uma dorrr atras do joelho) vou aproveitar a noite pra ficar com o João, passei a tv pro quarto e liguei o video game. Eu preciso que ele tenha certeza que as pessoas podem vim ou ir, mas que eu sempre estarei aqui pra ele e por eles. 

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